quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"Fixar o olhar com mais atenção no presente."

Manhã gelada, fria e nublada. Penso em escrever, o que será que pode vir a acontecer? Não sei dizer. Por que a vida é uma caixa de surpresas, não concordas? Quem dirá que amanhã estarei aqui? É um mundo cheio de incertezas, pode começar nublado hoje e vir um lindo sol após a cochilada do almoço. Ah, bem lembrado, a previsão do tempo pode dizer! Não, ela não te diz nada. Quantas vezes ela já disse que ia fazer sol na quarta feira de inverno, mas choveu? Ou feriadão com aquele calor, e no final das contas, chuva? É. A vida te proporciona surpresas ao longo dos segundos que tu vive. Quem diria, eu, hoje escrevendo! Sinceramente? Escrevo por que foi um modo de desabafar, identidade anônima, ninguém vai me criticar por ser o que eu escrevo. Nem sabes se o que eu escrevo é verdade, ou mentira, se eu sinto ou não sinto. Rá, que prático. Mas, ontem a vida me proporcionou uma pegadinha, ou melhor, ela me proporciona diariamente, mas ontem, adivinha? Mexeu. Estremeceu. Chocou. Duvidou. Mentiu (?). Abafou. Entristeceu. Enlouqueceu. Ai, ai. Não vejo motivos para sorrir, mas, é bom escutar quem te deixa na contramão, quem te deixa com o frio na barriga, quem te faz se perder, quem tu para do lado e não pensa em mais nada! É, mas NÃO! Sempre escutei de tudo, de tudo mesmo, sempre a mesma coisa e nunca foi. Entende? Promessas vazias. É, enchendo-me de esperança. E é, só esperança mesmo. Mas, não interessa, hoje eu já não consigo mais acreditar. Se eu realmente acreditasse, tinha soltado o mundo e segurado na tua mão, mas prefiro não me arriscar, ao menos por ti, não vale a pena. Sou dessas que  "Dou um boi para não entrar em uma briga, mas uma boiada para não sair dela". Mas é diferente, mexe onde o perigo machucam, onde o errado faz chorar, onde não se é para brincar! Então, como diz o ditado popular, "Mais vale ter uma andorinha na mão, do que duas voando." Pois então, é isso aí, vou me arriscar pelo que, talvez, vale a pena, não para ter a esperança matada, a fé diminuída, o brilho dos olhos desaparecido, o sorriso amarelo, e o coração petrificado, ao menos por enquanto. Mas, também, não sou dona de todas as razões, não sou dona do correto, do certo, mas vou seguir o caminho que tô agora, com os olhos fixos no que tô vivendo, por que o futuro é incerto, é uma caixa de surpresas, a vida te prega peças. Nunca se sabe ao certo, se o amanhã, vai ser o mesmo que o hoje. Então eu vou viver, quem sabe daqui a mil anos, ou amanhã, o meu caminho cruze novamente o teu e seja diferente. Por que a vida, muda as pessoas a cada segundo, minuto, horas. A cada dia enxergamos de um modo diferente, pensamos de outro jeito. Vira um 360º, ou, 180º. Sei lá. É bom viver e o foco vai ser o hoje. Por que se for para ser vai ser. E eu vou viver o momento, vou curtir o agora, deixar a dúvida pra lá, por que quem quer de verdade não deixa escapar. 


A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente. É tolo quem pensa no futuro antes de pensar no presente. - Nicolau Gogol

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Inteiro pela metade.

Com licença, só gostaria de entender o que se passa aqui envolta, é, no mínimo uns trilhões de pensamentos por minuto dentro de mim. São mil agradecimentos, mil revoltas, mil e algumas coisas.. Até já me perdi, devo ter passado das contas e nunca ter expressado nada! Mas, é inexplicável, é inadequado o modo como é. Por quê confunde? Por quê? Não tem por que! Nunca teve o por que. É extremamente desnecessário. Vem e vai. Eu já disse que ia, e adivinha? Eu ainda não fui, mas não vou dizer para você que não fui. Bom, não precisa nem adivinhar, nem jogar verde para colher maduro, é só ver, tô aqui, indiscretamente. Dando a cara a tapa, mostrando que sou dura na queda, que não levo nada a sério. Mentira. Me doí, me machuca. Sinto no fundo, sinto, e muito. Não sei porque, alguém explica. Tenho tudo o que poderia querer na vida, o que qualquer pessoa quer, daria tudo para ter, completo, extremamente inteiro e por inteiro. E eu, na metade. Não! Eu já falei, já gritei, esperneei e disse: Não vivo de metades! Mas acho que eu mesma não compreendi o sentido do verso. Preciso de uma psiquiatra urgente e, um professor de português, para me ensinar a escrever e uma psicologa, quem sabe me compreendas e me leias também quanto o meu inteiro me lê. Sim, tenho um inteiro, eu tenho um inteiro! Mas, talvez não é o meu inteiro que eu quero que me leia e sim, a minha metade! Não! Eu não posso querer isso! A minha metade me deixa mais do que a metade, me deixa em pedaços. Não! Não da para viver assim. Não! Não! Não! E não! Não dá. A cada dia eu me preocupo, e não há retorno. E se viesse? Acho que eu enlouquecia, melhor não vir. Melhor eu ficar com o meu inteiro e não com a metade. A metade é a metade, é particularmente um resto, algo incompleto, desnutrido, sem cheiro, sem..alegria! Apenas correria. Correria? Não, modo de expressão errado! "Estresse"! "Brigas"! "Desconfiança"! "Choro"! "Vai e vem"! A mesma coisa que, ficar pela metade, sempre vai ser metade. Nunca vai ser inteiro, por que metade, é sempre metade! Nunca inteiro. Queria a metade, mas vou me obrigar a me entender com o inteiro e deixar a metade, quem sabe, um dia vire inteiro, mas não sou eu que vou ser a sua metade, por que espero que esse dia, chegue, mas chegue comigo na decidida, na contramão, na felicidade, na satisfação de um dia estar, inteira sem precisar dessa metade. Que eu esteja transbordando e a sua metade, sentindo falta do meu inteiro.


Um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo.George Moore